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miércoles 06/12 - Fac. Derecho / Sala 38
10:30 - 12:30 Presentación de PONENCIAS
 
14. Medio Ambiente, Sociedad y Desarrrollo Sustentable | Recursos Hídricos |
Miércoles 06/12 | 10:30 - 12:30 | Fac. Derecho | 38 |
Das águas encantadas às águas da ilusão: o caso da transposição do Rio São Francisco (#0439)
Loreley Garcia Gomes1
1 - Universidade Federal da Paraíba.
Abstract:
Esse trabalho apresenta os resultados da pesquisa “Sem Reservas”, realizada entre 2013 e 2016, projeto financiado pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado da CAPES. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o impacto ambiental e cultural da obra da transposição do Rio São Francisco (iniciada em 2007 e ainda em andamento) sobre dois povos indígenas diretamente afetados pela construção dos eixos norte e leste próximos a seus territórios. Realizamos dezenas de entrevistas com os caciques e representantes do povo Truká, em Cabrobó, local de retirada das águas do rio para abastecer os canais do eixo norte da transposição. Também entrevistamos o cacique e uma liderança do povo Pipipã, uma tribo cujas terras foram cortadas pelo canal do eixo leste da obra, em Ibimirim, ambos municípios do estado de Pernambuco. Os discursos revelam que o impacto da obra não se dá apenas sobre as terras e modo de vida dessas pessoas, mas confronta, sobretudo sua cosmologia e as representações que possuem sobre a natureza e o mundo sobrenatural, sempre em íntima conexão. No estudo também apresentamos um levantamento das lutas políticas e jurídicas travadas contra a obra, a partir de depoimentos, artigos da mídia e dos principais eventos que marcaram a resistência ao projeto, como a Caravana em Defesa do Rio São Francisco Contra a Transposição (2007) e a greve de fome do bispo Dom Cappio. Contrapomos à visão desenvolvimentista oficial com as alternativas apresentadas pelas ONGs, movimentos sociais e os povos que habitam a área: indígenas, ribeirinhos, pescadores, etc., que rejeitaram a construção dessa obra. Entendemos a construção da transposição no contexto das obras desenvolvimentistas de grande vulto que ocorreram no Brasil na última década, algumas sem êxito.  Finalmente, descontruímos as justificativas oficiais sobre a necessidade da obra e apresentamos questionamentos sobre os reais motivos que levaram à opção por essa mega obra a despeito da resistência popular e das inviabilidades técnicas alegadas inclusive pelos construtores, como demonstraremos, e que, até o momento, não permitiram sua inauguração.  

 
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Os saberes das águas: caminhos de diálogo interepistêmico (#0513)
Carla Pimentel Águas1
1 - Universidade de Brasília.
Abstract:
Vivemos um tempo de perguntas fortes e respostas fracas. Como alerta Boaventura de Sousa Santos (2009), atravessamos um período de transição paradigmática, que testemunha a crise da hegemonia do modelo sociocultural da modernidade ocidental. Nesse sentido é que perguntas fortes – como o que fazer perante as mudanças climáticas e a crescente escassez de água do planeta, por exemplo – encontra respostas insatisfatórias dentro dos espaços hegemônicos, o que denuncia a urgência do diálogo com as culturas subalternizadas e derrotadas pelo processo colonial. Inspirada por tais inquietações, a presente discussão tem como ponto de partida uma pergunta central: em que medida os saberes não-hegemônicos podem contribuir para a busca de respostas frente à crescente escassez de água? Essa indagação leva à delimitação do objetivo geral de pesquisa, que é o de promover a recolha, a sistematização, a visibilização e o debate, em termos interculturais e interepistêmicos, dos saberes sobre as águas acumulados no decorrer dos tempos e transmitidos predominantemente pela via da oralidade pelas populações indígenas e quilombolas. Desta maneira, proponho-me a desenvolver uma reflexão em torno dos conhecimentos invisibilizados acerca da água – seus usos, seus mitos, sua produção, conservação e relação com a vida cotidiana e o sagrado – a partir de diferentes matrizes epistêmicas. Esta proposta, aqui apresentada a título preliminar, consiste em um projeto de pós-doutorado, a ser desenvolvido em 2017 junto ao Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas da Universidade de Brasília (CEPPAC/UnB). As reflexões serão ancoradas no conceito de epistemologias do Sul (Santos e Meneses, 2009), entendido como um conjunto de intervenções epistemológicas que denunciam a supressão de saberes desencadeada, ao longo dos últimos séculos, pela norma epistemológica dominante, sob o manto de uma pretensa universalidade. Em termos metodológicos, a princípio pretende-se operar uma sociologia das ausências a partir de coletividades situadas na Chapada dos Veadeiros (Planalto Central brasileiro), no Sertão pernambucano (região Nordeste do Brasil) e na região da bacia do rio Jatun Mayu (Cordilheira Oriental dos Andes, Bolívia). Considerando-se que nenhuma forma singular de conhecimento pode responder por todas as intervenções possíveis no mundo, todas elas são, de diferentes maneiras, incompletas. Quando o mundo é visto a partir deste enfoque, revela-se a inesgotável diversidade das experiências – o que implica na renúncia a qualquer epistemologia geral. É sob esse prisma que a presente proposta pretende refletir sobre um dos grandes dilemas dos nossos tempos, buscando espaços de convergência entre a vanguarda do conhecimento científico e saberes ancestrais acumulados e transmitidos por comunidades da América Latina.

 
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Participación en la gestión del agua: del municipio a la macro-cuenca, un análisis de redes en El Salvador, Perú y Brasil. (#0782)
María Mancilla Garcia 1; Jacob Hileman 1
1 - Stockholm Resilience Centre.
Abstract:
En los últimos veinte años, la mayoría de países en América Latina – apoyados por las instituciones de cooperación internacional – han implementado instituciones participativas para la gestión del agua en el marco de la Gestión Integrada de Recursos Hídricos (GIRH). Esta teoría de gestión promete, con la implementación de instituciones participativas a nivel de cuenca, crear una gobernanza del agua más sostenible e inclusiva. La GIRH defiende que al reunir a una multiplicidad de actores se desencadenan procesos deliberativos que aseguran un reparto justo y sostenible de los recursos. Sin embargo, la GIRH no proporciona respuestas en casos de diferencias ontológicas de concepción del recurso, es decir, en casos donde una determinada concepción del recurso excluye otras, como ocurre en conflictos que enfrentan a comunidades indígenas y campesinas con compañías mineras, en, por ejemplo, Perú. Por tanto, se hace necesario investigar en qué casos los mecanismos participativos dan una voz efectiva a aquellos actores tradicionalmente excluidos de la gestión del agua.   Es importante resaltar que la introducción de mecanismos participativos en la gestión del agua coincidió con la implementación de políticas públicas de descentralización en América Latina, de manera que estos mecanismos surgieron a diferentes niveles administrativos. Además de los niveles administrativos “tradicionales” – local, regional, nacional – la gestión del agua introdujo nuevas fronteras de gestión a nivel de la cuenca, la sub-cuenca y la micro-cuenca. Este artículo busca desentrañar los efectos de los procesos participativos para aquellos actores tradicionalmente excluidos de la gestión del agua e investiga esta cuestión teniendo en cuenta diferentes niveles administrativos.   Tomamos como base teórica la recientemente resucitada Ecología de los Juegos y el Análisis Policéntrico. Además nos inspiramos en la literatura sobre la historia institucional de la gestión del agua en los países sobre los que hemos trabajado: El Salvador, Brasil y Perú.   Metodológicamente, el artículo parte de una modelización de redes multi-nivel a través de la cual, la participación de los actores en diferentes foros participativos es capturada como enlaces entre actores y foros, y donde las colaboraciones entre actores quedan capturadas por enlaces de actor a actor. Además usamos entrevistas semi-estructuradas para explorar los razonamientos que llevan a los participantes a hacer elecciones estratégicas en términos de cómo participar en los diferentes espacios, así como con quién participar. Nos concentramos en dos cuencas en Perú, en una cuenca y una subcuenca en Brasil y en una microcuenca y los municipios que la componen en El Salvador.   Nuestros resultados preliminares indican que los actores con capacidad para navegar la red institucional de la participación ejercen influencia en procesos decisorios, incluso cuando se trata de actores tradicionalmente sin acceso a la gestión pública.

 
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Conflitos epistemológicos de acesso a água: a relação entre agricultores e Comitês de Bacias (#1186)
Alexsandro Arbarotti 1
1 - Universidade Federal de São Carlos.
Abstract:
O presente estudo tem como objetivo compreender como se dão os conflitos entre agricultores assentados e Comitês de Bacias no estado de São Paulo, Brasil. De início é importante situar que os comitês de Bacias foram adotados no estado de São Paulo no ano de 1991 como instrumento de gestão dos recursos hídricos. Esse modelo de gestão foi inspirado na experiência francesa de gestão dos recursos hídricos que tem como base a gestão participativa, (Estado, municípios e Sociedade Civil). Entretanto, vários estudos demonstraram que essa proposta participativa não se concretizou de forma efetiva, ora pelo excesso de peso dos saberes técnicos para tomada de decisões e, ora, pelo limite das consultas e participação da sociedade civil. Esse último ponto pode ser exemplificado com o processo de viabilização e implementação de cobrança de água na agricultura, que não contou com a ampla consulta e participação dos agricultores. Tomando como estudo de caso um dos Comitês do Estado, Comitê Tiête-Batalha, e a sua relação com os agricultores do Assentamento Reunidas, no munícipio de Promissão, fica nítida essa distância. Isso porque os agricultores somente tomaram conhecimento dos estudos do Comitê para a taxação do uso da água por meio de um levantamento dos poços que existem em suas propriedades. Este fato gerou um descontentamento por parte dos agricultores que afirmam não concordar com a implementação da cobrança pelo uso de um recurso que historicamente eles tinham livre acesso. Esse fato estabeleceu um conflito de lógicas e concepções sobre o acesso a água entre assentados e Comitê. Pois de um lado vemos a lógica estatal e técnica, por parte do Comitê, que busca justificar a mercantilização da natureza, e por outro a lógica tradicional de livre acesso a água, dentro de uma visão simbiótica entre pessoa e natureza. Todavia, esses conflitos não aparecem no cotidiano de forma declarada, com a formação de um movimento ou de um grupo, como foi no processo de luta para conquista da terra, mas sim na intenção de contornar a regra por meio de uma resistência cotidiana ou pela sabotagem. Esse tipo de resistência, portanto, só é possível graças aos conhecimentos e a estreita relação que os agricultores possuem com a terra, que lhes conferem elementos para “fingir” aceitar a regra e continuar com suas práticas costumeiras. E assim, o que se percebe é um levante silencioso e sutil que não admite a mercantilização de um bem essencial a sua organização social. E por outro lado, essa prática coloca em questão o modelo colocado em prática de gestão dos recursos. Ou seja, esse conflito tem a potencialidade de fazer repensar as arenas participativas de gestão dos recursos ambientais.  

 
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Técnica + Política: uma análise da Política Nacional de Recursos Hídricos do Brasil (#1648)
Raiza Campregher 1
1 - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Abstract:
A governança da água no Brasil é reconhecida como um dos modelos de gestão de recursos hídricos mais avançados mundialmente. A literatura da temática aponta a instituição da Lei das Águas (Lei Federal 9433, de 1997), que dispõe sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos, como um marco da passagem de uma gestão técnica para a governança da água, influenciado pelos ideais da democracia participativa. Tal Política propõe uma gestão descentralizada, integrada e participativa, incluindo Estado, usuários de água e sociedade civil organizada. Contudo, alguns autores vêm indicando que esse modelo de governança é atravessado pelo uso do conhecimento técnico-científico enquanto recurso de poder, de forma a problematizar seu potencial democrático. Nesse sentido, temos como objetivo analisar a Lei das Águas, buscando reconhecer as dimensões da técnica e da política nessa legislação. A esse respeito, concluímos que a Política Nacional de Recursos Hídricos no Brasil apresenta uma configuração específica no que tange a interação entre as duas dimensões: ela é simultânea e inseparavelmente técnica e política. Essa configuração caracterizaria um modelo típico da esfera pública na modernidade, no qual o social ascende a esfera pública e coloniza a política, possibilitando a supremacia da técnica. Uma vez compreendida a interação entre técnica e política na Lei das Águas, problematizamos o encobrimento da raiz epistemológica que sustenta essa técnica. Argumentamos que a origem do conhecimento técnico encontra-se numa racionalidade científica instrumental, que sustenta, por sua vez, a racionalidade da modernidade. Tal origem não é considerada no texto da Política Nacional de Recursos Hídricos, o que ocasiona dois problemas: (1) por um lado, dificulta a participação legitima daqueles que experienciam o mundo a partir de racionalidades outras; (2) e por outro, temos uma politica ambiental fundada na própria racionalidade moderna que é causa da crise ambiental. A presente pesquisa é desenvolvida no âmbito do curso de doutorado em Sociologia, na Universidade Federal de São Carlos (Brasil). Utilizamos os métodos da pesquisa bibliográfica nas temáticas governança da água, política de águas, e sociedade e meio ambiente; e da pesquisa documental, a partir da Lei das Águas. Tomamos como referencial teórico-analítico o debate sobre a esfera pública em Hannah Arendt, e a proposta de uma sociologia ambiental do conhecimento em Enrique Leff.

 
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Projeto de captação de agua dos aparelhos de ar condicionado: para uso não potável na Faculdade Santa Maria-FSM. (#1945)
Pavlova Christinne Cavalcanti Lima Lima 1;
Virginia Tomaz Machado Machado 1; Robson Arruda Dos Santos Santos 2; Michelangelo Carvalho Ribeiro Ribeiro 1
1 - Faculdade Santa Maria - PB. 2 - Instituto Federal da Paraiba.
Abstract:
A secular ideia passada de que a água é abundante e um bem inesgotável, depara-se  neste século com uma realidade de escassez em diversas regiões no Brasil, resultante  da falta de conscientização e mau uso por parte da população e empresas. Com os problemas ocasionados pela degradação ambiental no nosso planeta, principalmente a escassez de água, sentiu-se a necessidade de buscar alternativas para preservação e conscientização do meio ambiente, através de um Sistema de Gestão Ambiental Organizacional, que vem sendo desenvolvido como forma de administrar e minimizar os impactos ambientais no âmbito das organizações em geral. A problemática da escassez de água no alto sertão da Paraíba, onde está localizada a Faculdade Santa Maria-FSM, tem afetado toda região, diante desta realidade é primordial buscar soluções para minimizar esta catástrofe, portanto alternativas viaveis para captação de águas no intuito de minimizar esta problemática, dai a importância do uso racional da água utilizando técnicas e criatividade numa visão sistêmica para resolver as problemáticas relacionadas à gestão das águas. O referido projeto busca verificar o potencial de água expelida pelos aparelhos de ar condicionado da referida Faculdade, como também a quantidade que é desperdiçada, relacionar esses pontos com a capacidade de BTUs , mapear os modelos de aparelhos, quantidade de tempo em que fica ligado, assim como, sensibilizar a população acadêmica quanto ao uso racional da água e o reaproveitamento da mesma. A metodologia utizada é a Pesquisa documental e bibliográfica sobre a temática de implantação de boas práticas na Gestão Ambiental;  Coleta de campo do mapeamento;  Estimativa da vazão de água  gerada dos aparelhos de ar condicionado. A pesquisa está sendo desenvolvida pelos alunos do curso de Administração, Arquitetura e Engenharia Civil da Faculdade Santa Maria- FSM. Tal procedimento terá  como intuito sensibilizar a população acadêmica para a reutilização deste recurso com ações simples como regar as plantas, lavar o piso da Instituição,   reutilização da água nas descargas, entre outras ações, evitando assim o seu desperdício, uma vez que o uso do ar condicionado na Instituição é frequente, inclusive ininterruptos em tres laboratórios utilizados pelos alunos da área de saúde . Considera-se relevante a proposta, tanto do ponto de vista acadêmico na sua amplitude de conhecimentos bem como para iniciativas voltada a Gestão ambiental, visto que uma vez consolidadas, proporcionam uma conscientização dos recursos hídricos. 

 
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Comprensión de los consumos de agua y energía domiciliar en el contexto de las prácticas sociales y la sostenibilidad (#2100)
Fredy López-Pérez 1; Fátima Portilho 2; Jhoniers Guerrero-Erazo 1
1 - Universidad Tecnológica de Pereira. 2 - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Abstract:
En la perspectiva tradicional de las ciencias ambientales, el consumo es visto como una de las principales dificultades para concretar lo que puede entenderse como sostenibilidad. El llamado permanente a la reducción de los consumos individuales, a adoptar conductas con contenido ecológico, a tomar conciencia frente al daño que le ocasionamos al planeta, sumado a la aparente necesidad de sancionar y educar al consumidor permanentemente, hacen parte de la retórica ambiental cotidiana de las últimas décadas. Tal retórica, que se apoya en los instrumentos de la educación ambiental orientada personas aisladas, y en el establecimiento de estímulos y sanciones económicas, no ha permitido necesariamente que se registren modificaciones importantes en los patrones de consumo de bienes y servicios. Se muestra en la ponencia cómo la sociología del consumo, en un marco de sociología ambiental, es uno de los enfoques contemporáneos que ayuda a entender (al consumo) en una perspectiva que inicia con la crítica a esos juicios morales y normativos frecuentes en el enfoque ambiental. Para ello, resulta de especial atractivo la comprensión del consumo como práctica social compleja que explica buena parte de la vida cotidiana y que les permite a las personas, entre otras cosas, construir relaciones sociales. Los consumos de agua y energía en hogares urbanos son interesantes para un análisis del consumo como práctica social, porque concentran parte de la atención de gobiernos y empresas prestadoras de servicios públicos, cuando muestran preocupaciones por la escasez de agua y la sostenibilidad. Esas preocupaciones vienen acrecentadas por la ocurrencia cada vez más frecuente de fenómenos de variabilidad climática como el Niño en América Latina. En este escenario de incertidumbre ambiental, aparecen las figuras del consumidor de agua y energía aislado, reprochado moral y ambientalmente y que por lo tanto, requiere ser educado y sancionado. Se refuerza en la ponencia la necesidad de entender el consumo en una perspectiva más amplia y compleja, enmarcada en las prácticas sociales que le dan forma y sentido a las maneras de usar agua y energía en hogares. También se argumenta que el consumo obedece a la coevolución de al menos tres sistemas que interactúan: los sociotécnicos (infraestructuras, viviendas, diseños, dispositivos de ahorro), los normativos (los estímulos-sanciones para direccionar el consumo) y los culturales (prácticas que se van validando como socialmente aceptadas o reprochadas). Se busca encontrar claves que permitan entender cómo las actuales prácticas de consumo de agua y energía, pueden hacer tránsito hacia formas ambientalizadas de consumo. Se presenta además un análisis de estadística multivariada de una encuesta en 405 hogares, que, en una perspectiva cuantitativa, permiten validar en buena medida la construcción teórica en torno a las prácticas de consumo de agua y energía domiciliar.

 
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El negocio de los alimentos procesados y del agua embotellada en México, una problematización a través de la biopolítica. (#2156)
Ana Gabriela Cabrera Rebollo 1; Emilio Gerardo Arriaga Álvarez 1; Oliver Gabriel Hernández Lara 1;
Vanessa González Hinojosa 1
1 - UAEMex.
Abstract:
En la actualidad, México ocupa el primer lugar a nivel mundial en obesidad tanto en adultos como en niños y también el primer lugar en el consumo per cápita de agua embotellada. Estos datos alarmantes son sólo algunas evidencias que dan cuenta de los cambios de estilos de vida y consumo que han estado ocurriendo en la sociedad mexicana. Dichas transformaciones están atravesadas y determinadas por el mercado, situación que lleva a las necesidades básicas a estar subsumidas por el poder adquisitivo.   Este estudio exploratorio surge de la inquietud de dos investigaciones que se realizan sobre las transformaciones en la alimentación y la reconfiguración del consumo del agua en México, ya que por medio del constante diálogo y colaboración entre equipos de trabajo, se encontraron similitudes que permiten dilucidar estrategias, mecanismos y controles que cercan a los sujetos hacia la adquisición de alimentos procesados y de agua embotellada. Debido a esto, se decidió unir ambas investigaciones con el objetivo de problematizar el negocio de los alimentos procesados y del agua embotellada, para así desvelar los paradigmas sobre lo que se come y se bebe, su legitimación y aparente incuestionabilidad.   A través de la genealogía realizada hasta el momento, se han encontrado estrategias que hacen uso de los conocimientos generados por las ciencias, que después de ser legitimados por el Estado se enfocan en beneficiar al Capital, dejando el destino de la mayoría en manos de una minoría cuyo único objetivo es generar ganancias a toda costa. Ante esta situación, la reproducción de la vida se enfrenta a un régimen de verdad económico que pone en riesgo la vida misma y es por ello que se ha decidido realizar la investigación a través de la biopolítica, cuya premisa es “hacer vivir, dejar morir”. Al estar inserto dentro del capitalismo rápido –y de la propia modernidad líquida– el individuo encuentra la adquisición de infinitas posibilidades que lo llevan a eliminar y reemplazar con gran facilidad lo que está a su disposición, afectando la importancia que se da en el presente y con ello en el pasado y futuro, a su vida y a la de su entorno.   El tipo de estudio que se propone es desde la perspectiva crítica, lo cual sugiere una manera diferente de abordar los temas que se refieren a la alimentación y pretende contribuir a la generación de conciencia socio-ambiental sobre los problemas cotidianos que se están enfrentando.

 
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Las aguas suben turbias: prácticas y sentidos producidos por vecinos de la ciudad de Córdoba frente al problema de las cloacas a cielo abierto (#2229)
Eliana Isabel Abraham 1;
Sebastian Horacio Gago 1
1 - CIECS (Conicet y Universidad Nacional de Córdoba).
Abstract:
En este artículo indagamos la problemática cloacal en la ciudad de Córdoba. La capital de la homónima provincia argentina está atravesada por un proceso de progresiva urbanización en la que se reconoce una antítesis: por un lado, la producción sistemática de imágenes y narrativas (Córdoba patrimonial, Córdoba del desarrollo, Córdoba colonial) desde arriba y través de operativos ideológicos que direccionan las sensibilidades hacia lógicas de consumo y disfrute estético; por otro, la ciudad desde abajo, tal como es vivenciada por los sujetos y grupos que la habitan. Las ciudades contemporáneas conforman un lugar estratégico para comprender los actuales procesos de estructuración social. La distribución e impacto de los riesgos que implican los problemas urbanos adquieren un reverso clasista que se intensifica en los países latinoamericanos, caracterizados por un desarrollo capitalista neocolonial (D’Amico, 2007). El “desarrollismo” inmobiliario impone nuevas tendencias socio-urbanas del habitar, siendo una de sus consecuencias palmarias el desborde del sistema de alcantarillado. Este riesgo, que hace peligrar la salubridad de la población, comporta la relación compleja y variada entre el binomio riesgo-posición de clase. Planteamos como hipótesis que existe una asociación entre los problemas de desbordes de la red cloacal, por un lado, y la intensificación de los procesos de construcción edilicia en la ciudad y la especulación inmobiliaria en los territorios que son expresión de las políticas de urbanismo estratégico (Boito y Espoz, 2014). Inscribimos la problemática de la insalubridad/salubridad en los escenarios urbanos como plataforma de conflicto, lugar de las sensibilidades y la configuración clasista que se otorga al alcance de las demandas de los actores inscriptos en la problemática. Como estrategia expositiva-argumentativa, proponemos, en primer lugar, describir la problemática de las aguas residuales en la ciudad de Córdoba y cómo se configuran en torno a ella determinados conflictos. Indagamos, por un lado, la manera en que los procesos de urbanismo estratégico y las narrativas dominantes en tanto “imágenes espectaculares” sobre la ciudad, son tensionados por las postales vivenciadas por los habitantes de barrios tradicionales que conviven con los desechos y la contaminación producida por su exposición a cielo abierto, y por otro lado, los sentidos que revisten las prácticas y recursos expresivos de los actores en sus protestas en torno al eje insalubridad/salubridad de los espacios barriales. Nuestro corpus está conformado por dos fuentes empíricas: 1) noticias locales publicadas en distintos medios gráficos y digitales que remitan a la problemática de las cloacas en la ciudad en los últimos años; 2) entrevistas a un grupo de vecinos de barrio Alberdi de la ciudad de Córdoba, durante el mes de julio de 2016.

 
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Educación y conflicto ambiental: reflexión sobre usos y gestión del agua en la cuenca de la Laguna de Rocha (#2430)
Eliana Arismendi 1
1 - Maestría en Ciencias Ambientales, Facultad de Ciencias, UdelaR.
Abstract:
La Educación Ambiental (EA) como disciplina, comienza a gestarse al inicio de la década de 1960, y se reconoce su génesis en esta crisis ambiental (Canciani, 2016) pero se consolida oficialmente, en la conferencia de las Naciones Unidas para el Medio Humano, en 1972 en Estocolmo. La definición de EA, es dinámica, y se recrea en función de los cambios de paradigmas sobre los temas ambientales, los enfoques y modos de aplicar de cada autor (Sauvé, 2005). En los inicios tuvo un marcado énfasis pedagógico-conservacionista, centrándose en la protección de la fauna y flora. Luego tiende a hacerse trasversal a las disciplinas y se incluye en los currículos educativos, donde se van incorporando lentamente las dimensiones tecnológicas, sociales y políticas (Lázaro, 2009). En el marco de EA para la justicia ambiental, los conflictos son utilizados como indicadores para generar los contenidos (Machado et al, 2015). Se entiende por “conflictos socio-ambientales aquellos ligados al acceso y control de los recursos naturales y el territorio, en el cual los actores enfrentados poseen intereses y valores divergentes en torno de los mismos, en un contexto de gran asimetría de poder” (Svampa, 2012). En Uruguay, son recurrentes los conflictos y problemas relacionados al agua y existe una gran sensibilidad social respecto al tema. En particular, en el período de 2004 hasta la actualidad, es un caso de estudio interesante para abordar en una investigación académica que relacione el conflicto por el agua y la educación ambiental (Machado et al, 2015). Este trabajo se enmarca en la tesis de maestría de Ciencias Ambientales de Facultad de Ciencias, UdelaR, cuyo objetivo general, es delinear una estrategia de trabajo en EA, en torno al uso y gestión del agua en la cuenca de la Laguna de Rocha. Este sitio posee características únicas en: 1) el conocimiento científico/sistematizado sobre la misma, 2) su gran relevancia para la conservación de la biodiversidad y valores culturales y 3) los efectos de los cambios recientes en las prácticas agrícolas dados por la expansión de las prácticas intensivas basadas en paquetes tecnológicos y la aplicación masiva de agrotóxicos como en la ampliación de los monocultivos forestales. Como hipótesis se plantea que las situaciones de conflictos ambientales, hacen surgir escenarios en disputa, en los que se generan y transmiten conocimientos, que permiten visualizar los temas ambientales, desde una mirada crítica. Desde este marco se habilita a la construcción de una estrategia de educación ambiental crítica, que incluya diversas posiciones y no siga las pautas de la agenda internacional hegemónica que impone una única visión y verdad sobre los temas ambientales en conflicto.

 
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Disputas por el agua en la Región Hídrica de Bogotá: Conflictos socio-ambientales por el sistema de aguas de Bogotá (#2916)
Daniel Albarracin 1
1 - Especialización en Ambiente y Desarrollo Local. Universidad Distrital José Francisco de Caldas.
Abstract:
El desarrollo de la ciudad de Bogotá ha estado determinado por su relación histórica con el agua y los conflictos que han surgido con relación a esta. Las comunidades indígenas (muiscas) veneraban al agua como uno de sus deidades, con la llegada de los Españoles (atraídos por la leyenda de El Dorado) el caserío se hizo poblado y luego Capital. Tal desarrollo ha sido registrado tanto por investigadores como por instituciones distritales (Empresa de Acueducto y Alcantarillado de Bogotá –EAAB-), sin embargo el análisis de las dimensiones ambientales no ha sido suficientemente estudiado. La presente ponencia plantea un análisis sistémico sobre el ciclo del agua, considerando los procesos de abastecimiento, sus usos y el saneamiento, y rastreando los conflictos socio-ambientales que este proceso ha generado para la ciudad y su región de influencia. La tala indiscriminada del bosque nativo sobre los Cerros Orientales y su posterior reforestación con especies exóticas (pino, eucalipto) junto a la contaminación de los ríos urbanos por aguas negras a finales del siglo XIX fue el principio de una serie de malas prácticas que han forzado a expandir el área de influencia de la ciudad en búsqueda de nuevas fuentes de agua y a llevado al límite ciertos ecosistemas esenciales para la región (Humedales y Río Bogotá, principalmente). Los páramos como grandes reservorios de agua han sido paulatinamente colonizados tanto por el sistema de aguas como por otras prácticas (expansión de la frontera agrícola y economías extractivas) y a pesar de ser el soporte vital de la vida en Bogotá, las medidas de protección no son suficientes y su deterioro es crítico. Así pues, el análisis aquí propuesto pretende dar luces sobre la complejidad de la relación entre las sociedades urbanas y los ecosistemas alto-andinos en relación con ciclo del agua, esto en búsqueda de escenarios más equitativos ambientalmente sobre todo frente al Cambio Climático. La disertación se desarrollará en primera medida repasando los trabajos realizados sobre el agua en Bogotá, resaltando los últimos avances que permitan hacer un bosquejo del sistema de aguas y los diferentes conflictos socioambientales; sobre este panorama se analizará desde las perspectivas de la Sociología Ambiental y el Ambientalismo Popular, priorizando la expansión del sistema en los próximos años y el futuro del Agua en la Región Hídrica de Bogotá.